O grupo do qual Josenildo (foto) faz parte também tem a participação de policiais militares do Rio Grande do Norte, segundo a Polícia Civil (foto: Polícia Civil/Divulgação)
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A vida normal de um funcionário de eletrodomésticos em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na verdade, escondia a identidade de um matador profissional. Segundo a Polícia Civil, foi preso no mês passado, na cidade da Grande BH, Josenildo Alves da Silva, de 28 anos, com envolvimento em 109 assassinatos, todos na cidade de Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, e região.

Ligado a um grupo de extermínio com características de fazer justiça com as próprias mãos, Josenildo foi descoberto a partir de investigação coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Como os investigadores descobriram que ele teria se mudado para Minas Gerais, a Polícia Civil mineira foi acionada.

Nesse momento entrou em cena o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), que levantou as informações a respeito do homem que tinha mandado de prisão em aberto e o encontraram trabalhando em uma grande loja de eletrodomésticos em Betim.

De acordo com o delegado Felipe Fonseca, as vítimas do grupo de extermínio que Josenildo faz parte eram mortas basicamente por ligação com a criminalidade. “Eles matavam indivíduos envolvidos com o crime. Eles eram tidos como justiceiros. Eles executavam todos os indivíduos que eram envolvido em crimes e também por certa encomenda. O indivíduo assaltava alguém de algum comércio que era ligado a esse grupo, por exemplo, e eles então descobriam quem tinha sido essa pessoa e executavam”, afirma o policial.

A identificação e prisão dos principais membros do grupo se dividiram em duas fases, sendo que na primeira parte foram presos 15 alvos. Na segunda etapa, que identificou mais oito membros do grupo, Josenildo apareceu com um dos investigados e foi preso em Minas no mês passado.

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São 121 inquéritos abertos para investigar a ação do grupo, sendo que em 109 deles há envolvimento de Josenildo, conforme apontaram as investigações. “Ele tenta dizer que sua participação era de menor importância, que ele apenas identificava onde as vítimas estariam e repassava ao grupo que ia lá e executava. Mas tem informações nos autos que ele efetivamente participou desses execuções, todas bárbaras”, acrescenta o delegado.

ONDA DE ATAQUES Apesar do caso em questão apresentar relação entre os estados de Minas Gerais e Rio Grande do Norte, duas unidades da federação que vêm sofrendo com ondas de ataques a ônibus, carros e prédios públicos, o delegado descartou qualquer ligação entre o grupo de Josenildo e facções criminosas com atuação nacional ou ligação entre a prisão de Josenildo e o desencadeamento dos ataques. “Essa organização criminosa era uma organização de justiceiros. Então, propriamente, eles eram rivais dessas facções que estão aí atacando em Minas e no Rio Grande do Norte”, completa o delegado.

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Fonte: E.M

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