(foto: geralt/Pixabay )

Começo de ano, além de todos os projetos, desejos e sonhos, é o momento ideal para buscar por um novo emprego ou, quem sabe, até uma mudança de área. Com melhoras otimistas na economia, há uma oferta  maior por parte das empresas, que estão voltando a contratar. Algumas áreas são apontadas com boas perspectivas para 2019, com mais oportunidade e prosperidade.

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Essa é a  projeção  da Catho  para seis áreas: tecnologia da informação, administração/RH, comercial/vendas e comunicação e marketing. O levantamento foi feito de acordo com a análise da base de dados da empresa e também por meio de pesquisas conduzidas com recrutadores sobre as áreas com mais contratações previstas para 2019.

Confira:

 

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
 
Carreira: programador java
 
Perfil: os profissionais dessa área são formados em cursos de graduação como análise e desenvolvimento de sistemas, ciência ou engenharia da computação, por exemplo. Ainda assim, é necessário ressaltar que apenas o curso superior não garante o sucesso  como  programador.  A  área  exige  aprofundamento,  por meio de cursos presenciais e on-lines, livros, fóruns, entre outros. Especialização é a palavra que norteia essa profissão. Outra questão importante são as possibilidades de vagas para esse profissional: grandes grupos, startups, fábricas de software, agências e até mesmo empresas que não são da  área  de  tecnologia.
Por que está em alta: por ser multiplataforma, a linguagem java ganhou espaço em diferentes dispositivos, tornando-se quase que onipresente e norteando todo o mercado tecnológico, o que a torna cada vez mais requisitada pelo mercado de trabalho. O  profissional dessa área precisa enxergar oportunidades de futuro, uma vez que as empresas estão  totalmente  ao  dispor  de inovações.
Média Salarial: entre R$ 3 e R$ 5 mil
Carreira: analista desenvolvedor mobile
Perfil: de  conhecimento técnico e lógico muito aguçados, os profissionais dessa área desenvolvem soluções para aparelhos que caibam no bolso, literalmente. Entre as graduações desejadas para essa área estão a de ciência da computação, matemática, análise e desenvolvimento de sistemas, entre outras. Há também outras linguagens compatíveis para essa função, como noções de SEO e google analytics. Esse profissional atua ativamente no desenvolvimento, planejamento dos recursos do aplicativo, implantação de arquitetura, ferramentas e recursos, até a realização e configuração de testes.
 
Por que está em alta: tendo em vista a portabilidade e o baixo custo para os aparelhos móveis, que em muito já substituem notebooks e desktop, o uso cada vez mais intenso do celular criou um nicho de mercado rico para a área de desenvolvedor mobile. A grande demanda por esse profissional é atribuída ao aumento de startups e o desenvolvimento de aplicativos, uma vez que empresas estão buscando cada vez mais inovações para suas marcas.
Média Salarial: entre R$ 3 mil e R$ 6 mil
Carreira: programador front-end
Perfil: pensando na experiência de visualização web para o usuário de um determinado site, profissionais dessa área devem estar alinhados com as novas tendências do segmento, como bibliotecas e frameworks, uma vez que são responsáveis pelo design, conteúdo e funcionalidade da camada frontal de um site. Normalmente, os programadores front-end não encontram uma formação acadêmica específica, e acabam se tornando verdadeiros autodidatas que migram de diversas áreas de conhecimento.
Por que está em alta: com um número cada vez maior de sites espalhados pela internet, a necessidade por  um desenvolvedor front-end são ilimitadas. O que também significa que esse profissional é desejado para as mais diversas áreas, entre elas agências de marketing, estúdios de design gráfico, empresas de software e engenharia. Além disso, muitos acabam optando por ser tornar autônomos, o que dá mais flexibilidade para área.
Média salarial: entre R$ 2 mil e R$ 5 mil
Carreira: engenheiro de inteligência artificial
Perfil: ensinar computadores a pensar como humanos é o nicho de trabalho do engenheiro de inteligência artificial (IA), área também conhecida como machine learning, ou em tradução literal, aprendizado de máquina. Já aplicado em grandes empresas, esse profissional é responsável por preparar listas de sugestões para usuários, cruzar dados e informações. Com base em cálculos que recriam a decisão do cérebro, esse profissional coleta dados, identifica padrões e insere as informações no sistema, dando vida a uma ferramenta que “entende” tudo sobre o seu usuário. Ainda não há graduação específica para a área, mas cursos como Tecnologia da Informação (TI), matemática, engenharia da computação são os mais  indicados para quem deseja se inserir nesse mercado, além de habilidades de codificação muito mais fortes que habituais.
Por que está em alta: com a aplicação de inteligência artificial em vários nichos de mercado, principalmente nas áreas de domínio industrial, as empresas têm buscado operar em diferentes vertentes, aderindo ao conceito de  personalização. Plataformas de streaming têm mudado a forma com que os usuários consomem seus produtos, oferecendo itens que se adequem ao seu gosto pessoal. Esse método também é utilizado em sites de currículo, que cruzam dados de empresas e candidatos, criando um grande “match” entre as duas. Além disso, essa interligação de dados que pode ser observada em outros segmentos como reconhecimento de imagens e voz, medicamentos e até cibercriminalidade.
Média salarial: entre  R$ 6 mil e R$ 10 mil
 
SAÚDE E FARMÁCIA 
Carreira: bioinformacionista
Perfil: unindo capacitação e formação na área de genética e tecnologia, o profissional dessa área é identificado como um verdadeiro profissional do futuro quando se trata da área da saúde. Atuante  na  prevenção de doenças genéticas e cumprindo papel importante nos estudos relacionados à reprodução humana, para se aprofundar nessa área é necessário uma imersão no mundo dos estudos. Entre as formações necessárias estão preferencialmente as graduações em exatas e biológicas, como física, química, biologia, matemática, ciência biomédicas. Posteriormente, é necessário fazer mestrado e doutorado de bioinformática, onde é possível complementar os conhecimentos como especializações em biologia, patologia e/ou genética. Os campos de atuação para um bioinformacionista são na área de saúde como hospitais, laboratórios de análises clínicas, centro de pesquisas ou indústria farmacêutica.
Por que está em alta: entre os campos de atuação da área da genética está o sequenciamento de DNA, método de trabalho em que é possível destrinchar várias características biológicas de uma pessoa. Quando se pensa na atuação específica de um bioinformacionista, identifica-se uma medicina personalizada, onde  os conhecimentos específicos de um paciente influencia na produção de uma medicação exclusiva, ou seja, pensada e criada apenas para atender às necessidades dele. Apenas com um olhar sobre genes, mutações e a junção a um banco de dados faria esse diagnóstico ser possível. Dessa forma, a área se mostra em alta justamente porque atua na compreensão de problemas e no desenvolvimento moderno e preciso de tratamentos de remédios.
Média salarial: entre R$ 4 mil e R$ 7 mil
Carreira: técnico em telemedicina
Perfil: responsável por dar suporte local ou remoto, esse profissionais trabalham fazendo o uso de videoconferência. Montar equipamentos de vídeo, áudio, internet, além de fornecer treinamento para os profissionais da saúde estão entre as principais atribuições dessa área. Por ser uma área relativamente nova, os cursos de profissionalização são específicos. Profissionais voltados para as áreas de informática, telecomunicações e internet são os mais desejados, complementando sua formação com aulas em plataformas on-lines que têm duração média de até duas semanas.
Por que está em alta: com o avanço dos meios de  comunicação, há uma grande inserção da informática  na área da saúde, o que inclui a busca por rapidez nos diagnósticos médicos, fundamental para o tratamento de doenças. Por meio dessa nova área de atuação é possível chegar em locais cada vez mais distantes sem a necessidade de um deslocamento físico. Normalmente convocados por hospitais e clínicas, esse profissional contribui para a agilidade de recebimentos e envios de laudos, otimizando a rotina de trabalho desses espaços. Além disso, esse tipo de ação amplia os métodos de atendimento médico, uma vez que filas tendem a diminuir e a rentabilidade dos profissionais da saúde tendem a ser melhor.
Média salarial: entre R$ 4 mil e R$ 7 mil
AGRONEGÓCIO
 
Carreira: agricultor urbano
Perfil: sem agrotóxicos ou transgênicos, o profissional dessa área cultiva alimentos orgânicos em espaços urbanos, tornando-se uma ótima alternativa para o abastecimento de alimentos nas cidades. Entre as formações desejadas para essa essa área estão cursos como agronomia, biologia ou até mesmo engenharia de alimentos, considerado um diferencial. Mais do que isso, a área pede o uso da prática e mão na massa. Ainda é necessário conhecimentos e domínio no uso de alguns recursos tecnológicos como drones, sistema de análise de clima, de automação, de padrões estatísticos e big data para a produção em espaços maiores.
Por que está em alta: diminuindo a distância entre a produção do alimento e o consumidor final, a área de agricultura urbana se torna uma ótima opção em relação a agricultura convencional, pois além de fornecer produtos saudáveis,  característica cada vez mais desejada pela população, contribui diretamente  para a revitalização de espaços ociosos e fortalece relações sociais, principalmente no que diz respeito a comunidades carentes. A prática transforma o quintal de casa, a varanda do apartamento e até mesmo espaços públicos maiores em uma verdadeira horta a céu aberto.
Média salarial: entre R$ 3 mil e R$ 5 mil

Carreira: designer de máquinas agrícolas

Perfil: responsável por alinhar produtividade, consciência ambiental, social e econômica, o profissional da área de sustentabilidade de máquinas agrícolas atua buscando soluções que atendam esses padrões. Pensando na modernização e aumento da produtividade do setor, hoje existem alguns cursos de pós-graduação na área, nichado para algumas áreas específicas do Brasil, como as regiões do Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul. Atualmente, o nível mínimo exigido para a área é o curso técnico de design. Além disso, vale frisar que para seguir carreira nessa área é necessário conhecer os aspectos de riscos ambientais e responsabilidade social.
Por que está em alta: o uso da tecnologia é uma tendência para diversas áreas, inclusive para a agricultura, onde é possível observar esse padrão na criação de máquinas agrícolas, que representam uma importante ferramenta para o trabalho agropecuário. A profissão ganha destaque pois alinhada à questão de sustentabilidade, proporcionou a criação de máquinas que produzem a própria energia, faz o aproveitamento de dejetos de animais e decomposição de vegetais, dentre outros recursos.
Média salarial: entre R$ 3 mil e R$ 8 mil
 
COMUNICAÇÃO E MARKETING
Carreira: analista de marketing digital
Perfil: normalmente, esses profissionais são formados em alguma das habilitações de comunicação social, no entanto também é comum que profissionais  com formações voltadas às áreas de vendas e comercial também estejam preparados para atuar nessa área. Como é um mercado em frequente modificação, os profissionais da área sempre passam por cursos de qualificação para se adequar às novidades do mercado.
Por que está em alta: a migração do offline para online, crescente dos últimos anos, com destaque para a ascensão do comércio eletrônico, faz, cada vez mais, com que as empresas precisem estar na internet para atingir seu público e vender mais. A função básica nessa área está ligada ao desenvolvimento de estratégias de marketing e identidade visual de empresas, prospecção de budget para implementação de ações, definição de posicionamento das marcas e de canais de comunicação específicos para cada público, estudo de tendências do mercado e fatores econômicos/financeiros e planejamento e definição de campanhas para promoção de produtos e serviços.
Média salarial: entre R$ 2 mil e R$ 4 mil
Carreira: designer gráfico
Perfil: criativo, inovador e capaz de solucionar problemas de forma eficaz e assertiva. O profissional que atua desenvolvendo diversas soluções de design e comunicação visual pode atuar em agências de publicidade, design, comunicação e marketing, ou até mesmo, de forma autônoma. Para esse segmento, é necessário ter conhecimentos culturais, bem como atenção para briefings e outros atendimentos, onde é possível reter todas as informações do cliente, transformando isso posteriormente na apresentação de uma peça gráfica. Há quem consiga se manter na área por meio de uma “formação” autodidata, mas para aqueles que buscam a qualificação ideal, os cursos de designer gráfico, designer de produtos, desenho industrial, dentre outros, são os mais requisitados.
Por que está em alta: devido à usabilidade do usuário, pode-se dizer que na construção contemporânea atual tudo é design. Em um mundo cada vez mais visual, empresas contratam esses profissionais para inserir sua marca no mercado e nos clientes. Com a presença de consumidores cada vez mais exigentes, é imprescindível a presença de uma boa apresentação de produto, seja no âmbito digital ou físico. O que garante a contratação em pequenas, médias e grandes empresas.
Média salarial: entre R$ 1 mil e R$ 5 mil
Carreira: analista de search engine optimization (SEO)
Perfil: um objetivo comum entre as áreas de marketing digital é alcançar as primeiras posições nos sites de busca. Para isso, é necessário reunir um conjunto de técnicas de otimização para sites, blogs e páginas na web, atribuições do profissional SEO. Dentre as características necessárias para se destacar na profissão estão o conhecimento técnico sobre marketing, ser analítico, ter foco e capacidade de absorção e trabalhar bem em equipe. Para atuar na área, os cursos de comunicação como jornalismo, publicidade e propaganda e marketing são os mais desejados. Porém, ainda é necessário algumas habilidades para exercer a profissão, como web analytics, inglês, web marketing, boa redação, entre outros.
 
Por que está em alta: com um volume cada vez maior de informações, ter um profissional que conquiste a preferência de leitores e o atrai para seu portal, blog, jornal, revista, pessoa física, empresa, entre outros, é a melhor chance de conquistar novos clientes. Considerado o jornalista do futuro, não basta produzir bons conteúdos. É preciso ser percebido diante de uma infinidades de  opções.
Média salarial: entre R$ 3 mil e R$ 6 mil
 
RECURSOS HUMANOS
Carreira: employer branding
Perfil: o profissional de employer branding atua com estratégias para recrutar talentos para as organizações, bem como para construir uma imagem positiva o bastante para engajar e atrair esses profissionais para fazerem parte da empresa. No Brasil, a área ainda está cavando espaços dentro das organizações e quem tem assumido papel fundamental para expansão do setor são profissionais linkados à área de recursos humanos. Esse profissional é responsável por recrutar colaboradores e identificar os melhores talentos para o compor o time, sempre focado em projetar a reputação da empresa. Atualmente, não existe uma formação específica para esse profissional, porém as graduações de administração, comunicação, marketing e recursos humanos são as mais desejadas. O profissional ainda pode complementar sua formação com cursos livres ainda com poucas opções no Brasil.
Por que está em alta: diante da ascensão de profissionais voltados ao empreendedorismo e a busca pelo próprio negócio, versus as mudanças impostas pela revolução digital, fica cada vez mais escasso encontrar profissionais com as qualificações necessárias para uma organização. Aliado a uma mudança comportamental de profissionais que buscam bons ambientes de trabalho, colocam as empresas em uma posição de transformação, onde a boa reputação da organização diante da sociedade consiste em fornecer os mecanismos necessários para atrair esses profissionais. Entre os pontos atrativos estão plano de carreira, remuneração compatível ao mercado, inclusão de  diversidade,  qualidade  de  trabalho.
 
Média salarial: de R$ 4 mil a R$ 8 mil
 
DIREITO
Carreira: advogado digital
Perfil: em tempos de virtualidade surgem também novas demandas de trabalho. É o caso do advogado digital, responsável por atuar de acordo com a aplicação da lei no que diz respeito a crimes cibernéticos. Assim como a profissão de advogado convencional, para ser um advogado digital é necessário bacharel em direito e prestar o exame da OAB. Além disso, é indicado para esses profissionais fazer uma pós-graduação. Já existem algumas opções nessa área, como a especialização em direito digital e das telecomunicações e  pós-graduação em direito digital e compliance.
Por que está em alta: a internet trouxe muitos benefícios no que diz respeito à comodidade e praticidade para o cotidiano social, ainda assim, também abriu portas para o aparecimento de diversos crimes digitais como uso indevido de imagens, roubo de informações e cyberbullying. A advocacia tem se adequado aos avanços tecnológicos, muito no que diz respeito à chegada de jovens advogados. O mercado já tem observado essa modernização  principalmente quanto a peticionamentos eletrônicos, intimações via aplicativos mensagens instantâneas, entre outras ferramentas.
Média salarial: entre R$ 4 mil e R$ 7 mil
 
ENGENHARIA
Carreira: engenheiro bioenergético
Perfil: boa comunicação, ética e responsabilidade com a equipe e, mais do que  isso, estar ciente sobre  o  meio econômico, social e ambiental. Essas são as grandes habilidades do engenheiro bioenergético. Responsável por executar trabalhos voltados a biocombustíveis e bioenergia, conhecidas também como energias alternativas, para seguir carreira nessa profissão é necessário ter cursado áreas de conhecimento em ciências exatas e tecnológicas, além de especializações ou pós-graduação na área de engenharia bioenergética. Entre os locais de atuação estão as companhias de transporte e distribuição de gás natural, as concessionárias de energia elétrica e usinas de etanol e biodiesel.
Por que está em alta: existe uma preocupação cada vez mais maior com as formas que utilizamos as energias fornecidas pela natureza, a maioria consiste em fontes renováveis, como as hidroelétricas. Tendo como base a necessidade de se desenvolver novos tipos de energia, o profissional dessa área atua na busca eficiente por essas formas de energia, sempre com base em pesquisas. Tendo em vista que o Brasil é uma país rico em fontes energéticas, o mercado para essa área se encontra em grande expansão, tanto para se trabalhar no setor público, quanto no privado. O profissional de bioenergias explora energias como a eólica, solar, marítima, geométrica, entre outras.
Média salarial: entre R$ 4 mil e R$ 9 mil

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